Kamii busca justificar sua
metodologia para a construção da ideia de número pela via da contagem,
apresentando uma série de experimentos realizados com crianças de diferentes
faixas etárias, segundo os resultados das pesquisas.
Ele acredita que a criança
compreende a construção do número, por meio de uma internalização, porém essa
depende do nível mental em que a criança se encontra para obter a assimilação.
Kamii, nos diz ainda que o
aprendizado da matemática se dá por duas formas, o conhecimento físico
(conhecimento da realidade externa) que pode ser conhecido pela observação, e o
Lógico-Matemático, que é a diferença existente na relação entre dois objetos.
Já na faixa
etária dos 4 a 7 anos, a criança já é capaz de desenvolver habilidades que lhe
dão subsídios para fazer a construção do número, observando, contando,
classificando, sequenciando entre outros, consegue ainda nessa fase, o
princípio da hierarquização, podendo seguir quantidades.
Kamii afirma que o meio ambiente proporciona
muitas coisas que indiretamente, facilitam o desenvolvimento do raciocínio
lógico-matemático.
Tahan, em
seu livro, priorizou os povos que fizeram surgir a historia da matemática, ou
seja, conta a historia, da utilização do meio natural para a compreensão, como
por exemplo: contando ovelhas, dia após dia.
O interessante deste livro, além do romance bem
arquitetado em torno de lendas, costumes árabes e problemas matemáticos é a
ligação que faz entre as ciências e a vida cotidiana.
Isamov, usa
das abordagens não convencionais,em seu livro fala sobre a aplicação os
números, iniciando pela mais simples ação, a contagem dos dedos, segue pela
utilização do ábaco, onde os números ocupam um lugar físico, e chega ao sistema
decimal.Fala ainda sobre as infinitas formas da utilização e compreensão a
matemática.
Ambos
autores relacionam os princípios matemáticos, como também a interação e a
necessidade de usar do meio externo como forma de melhor compreensão. Ou seja,
mesmo existindo todas as técnicas do uso desta ciência, ainda assim
necessitamos das nossas experiências cotidianas, para nos fazer associar e
assimilar cada vez mais.
Os
primeiros indícios do uso da matemática, acontecem de forma informal, num
ambiente fora de planejamento e organização escolar, depois de um determinado
período, o aprendizado acontece, de forma mais organizada, agora no ambiente
formal, numa escola, direcionando conceitos e conhecimentos, é nesse momento
que toda a bagagem cotidiana e nossas experiências que vida são utilizadas,
ainda mesmo quando pequeninos, temos esse conhecimento para compartilhar.
E querendo
ou não, estamos numa constante troca de conhecimentos formais e informais,
favorecendo assim o aprendizado, porque a criança que aprende, acaba ensinando
e novamente aprendendo, assim como o próprio professor.
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